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Elaine machado

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Elaine Machado

Nasci e fui criada no morro do Afonso, hoje morro do Borel, Bairro da Muda, Tijuca, Rio de Janeiro. No local não havia energia elétrica por ter poucos moradores. Minha infância e adolescência foram de luta e trabalho, formávamos uma grande família com doze (12) irmãos, os mais velhos estudavam em colégio interno, os mais novos já ajudavam a mãe e o pai na lida para tirar o sustento.

No morro não tinha água encanada, o que nos fazia buscar água na fonte e quando essas fontes mais próximas de nossa casa secavam, íamos buscar água na mata, andando mais ou menos 10 km. Eu carregava uma lata de 20 lt na cabeça e outra de 10 lt na mão e meus irmãos com duas latas de 20 lt. Quando chovia tínhamos um descanso, isso sim era alegria, pois com a água da chuva enchíamos dois latões de 200 lt. Nossa lida não se resumia somente a isso, ajudávamos minha mãe a vender pastel no final de semana na Quinta da Boa Vista.

Como não tinha altura suficiente para alcançar o fogão, minha mãe improvisava um caixote de feira para que eu pudesse fritar os pastéis que meus irmãos levavam para vender.

Lembro-me de meus pais criando porcos, sendo um ou dois para cumprir as encomendas. Sempre sobravam partes dos porcos que não eram encomendadas, ai vinha a nossa alegria. Meu pai chamava seus amigos, todos os músicos para fazer o arrasta pé no nosso quintal. Eu ficava encantada ouvindo aquelas músicas, aprendendo e cantando sempre. Lembro-me de quando ia buscar água e na volta parava em uma casa onde um rapaz tocava violão. Ficava ouvindo e cantando e só me lembrava de voltar para casa quando minha mãe mandava um de meus irmãos ir me buscar. Quando o pai comprou um rádio de pilha, foi uma festa para mim, eu podia ouvir mais e mais músicas e aprimorar meu repertório (Elza Soares, Núbia Lafaiete, Nelson Gonçalves), entre tantos outros. Lembro do programa de calouros que eu promovia no quintal com o meu microfone improvisado de cabo de vassoura. É claro que quem mais cantava era eu, afinal, o programa era meu.

Sempre trabalhando, estudando e cantando para atingir meus objetivos de um dia ser uma cantora reconhecida. Dizia sempre: Quando crescer vou ser cantora.

Com 17 anos me inscrevi no programa de calouros do Chacrinha, finalmente minha brincadeira de criança se torna realidade. Infelizmente tinha que ir escondido, porque naquela época cantoras não eram bem vistas e se meu pai ou minha mãe descobrissem a “coça” era certa. Na primeira apresentação fui classificada com o segundo lugar, não parei mais sempre sendo classificada.
Aos 20 anos conheci o pai de minhas filhas e nos casamos. Parei de cantar para criar as minhas filhas. Após a nossa separação voltei a cantar participando de roda de samba nos clubes e quadras de escolas de samba, shows em hotéis (Sheraton Rio e Nacional).

Na roda de samba Casa de Bamba na quadra da Vila Isabel, conheci os bambas do samba que apostaram em meu talento; Beto Sem Braço, Tião Graúna, Martinho da Vila e outros.
Beto Sem Braço começou a me levar para cantar na roda de samba do Cacique de Ramos e a todas as quadras de escolas de samba(RJ), se tornando o meu padrinho artístico.
DISCOGRAFIA
1980 – Participei do LP Forró com Malicia na faixa Pra Tirar Coco(Beto Sem Braço/Jorginho Saberás/Bevilaqua) pela gravadora RCA. Nesse LP não colocaram o meu nome correto, apenas Eliane.

No mesmo ano (1980), gravei o LP Samba de Roda de Salvador pela gravadora Keitel.
1983 – Concorri com o samba enredo O REI DA COSTA DO MARFIM VISITA XICA DA SILVA EM DIAMANTINA, pela escola de samba Imperatriz Leopoldinense. O samba se sagrou campeão na quadra e foi para a avenida.
1984 – Participei no LP Funeral do Ricardão, do artista Dicró, na música USO E ABUSO(Dicró e Nilo da Bahia).
1985 – Projetei de maneira definitiva o meu nome no mundo do samba ao participar do LP Raça Brasileira. Cantei e fiz a composição da música Raça Brasileira (ao lado de Zé do Cavaco e Matias de Freitas).

Assinei a composição Pingueira juntamente com os parceiros G Martins e Matias de Freitas.

O LP Raça Brasileira, grande estouro de vendagem na época, possibilitou ao grande público o lançamento de artistas como Zeca Pagodinho, Mauro Diniz, Jovelina Perola Negra e Pedrinho da Flor, além de Elaine Machado.
1986 – O meu primeiro disco solo – Jeito Maneiro.
1988 – LP Tempo de Festa.

Durante todos esses anos continuei me apresentando em shows pelo Brasil.

Com uma nova empresa cuidando da minha carreira artística (Soares Produções Artísticas) de Campinas, SP, encontro-me em fase final de escolha de repertório para gravação do meu CD.

O trabalho contará com músicas de grandes compositores do eixo Rio de Janeiro, São Paulo, e novos talentos que terão a oportunidade de mostrar a sua arte.
O trabalho fonográfico estará nas lojas no primeiro semestre de 2011.




Eu sou barro, eu sou chão.
Eu sou pó, eu sou poeira
Sou filha desse torrão
Eu sou a raça brasileira.
(Elaine Machado).




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Soares Produções Artísticas
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