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Darcy Alves

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O professor Darcy Alves, como é mais conhecido, iniciou-se na música aos 13 anos, em Santo Ângelo, sua terra natal, impulsionado pelo amor ao chorinho, a seresta e aos boleros. Começou tocando pandeiro, passando ao cavaquinho e violão, chegando a apresentar-se escondido, devido a pouca idade, em boates e clubes, integrando orquestras típicas. Após servir ao Exército, vem 'a capital gaúcha em busca de trabalho fora da área musical, mas não abandona o instrumento. Funda, junto com Zé Gomes, Ivaldo Roque e outros colegas o Clube do Violão, com o intuito de divulgar o instrumento. Tem participações como integrante da Orquestra Filarmônica Popular de Porto Alegre (OFIPPA), conduzida por Voltaire Dutra Paes (sobrinho de Otávio Dutra), de 1963 a 1972, na Waldemarino e sua Orquestra no período de 1963 a 1972 e na Orquestra Cassino de Santa Cruz, considerada na época, uma das melhores do Estado, de 1974 a 1978.

Na noite de Porto Alegre, tem participação e direção musical em bares famosos como o Adelaide´s Bar e o Chão de Estrelas, onde a nata musical e boêmia reunia-se na década de sessenta e setenta para tocar o que de melhor se produzia em música popular no Sul do País.

Acompanhou ao violão nomes como Lupicínio Rodrigues, Alcides Gonçalves, Beth Carvalho, Ângela Maria, Sílvio Caldas, Nelson Gonçalves, Altemar Dutra, Francisco Egídio e Jamelão, que o considera o violão preferido para acompanhá-lo. Durante cinco anos, tocou no Regional do Teatro São Pedro, acompanhando artistas como Altamiro Carrilho, Evandro do Bandolim, Déo Riam, Ademilde Fonseca e Carlos Poiares. Como compositor, o professor Darcy criou chorinhos, marchas, sambas-canções e valsas, tendo parcerias com o chargista Sampaulo e o senador José Paulo Bisol.

Décadas atuando com os melhores chorões, sambistas e artistas populares fez de Darcy um ferrenho defensor da música popular brasileira. "Infelizmente o mercado e a televisão negam um espaço que é legítimo ao artista que produz a música brasileira", afirma. O professor disse sentir nostalgia da época em que atuava em orquestras, e lamenta seu fim. "A qualidade apresentada por aqueles músicos e as oportunidades para apresentar um repertório da autêntica música brasileira desapareceram diante da crescente oferta de músicas banais executadas por todos os veículo de comunicação", explica.

O professor Darcy lançou em 1998 o CD "Um olhar para a musicalidade" (Funproarte), com obras de Darcy Alves, Lupicínio Rodrigues, Macedinho, Djalma Correa, e parcerias com Sampaulo e José Paulo Bisol. No CD, tocam Darcy Alves (violão 6 e 7 cordas, sax e voz), Valter de Oliveira (pandeiro), Silfarnei Alves (violão 6 cordas), Runi Correa (Surda), Francisco Pedroso (cavaquinho), e Maria Teresa Lima e Yedda Leite (vocais).

Contatos: (51) 226-2839.

Perfil publicado na revista da Assovio (Associação Gaúcha do Violão), nº 7, março de 2001, página 11.


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