Agenda do Samba & Choro

Cadete

Google
Web samba-choro.com.br
 Página principal » Artistas

No ano de 1.962 trabalhei em uma empresa no Paraná e lá conheci um rapaz chamado Aldo, paranaense de Tibaji, e que se dizia filho de Cadete e se referia a Catulo da Paixão Cearense como “meu padrinho Catulo”. Aldo era um exímio violonista e, por várias vezes eu o vi e ouvi executando a música “A casa branca da serra” que dizia ser uma das preferidas de seu pai.
Com o intuito de contribuir para o enriquecimento desta seção, e, em homenagem ao amigo que nunca mais tive a oportunidade de encontrar, transcrevo abaixo uma pequena biografia de Cadete.

Cadete (3/5/1874 – 25/7/1960)

Paranaense, foi para o Rio de Janeiro aos 13 anos para estudar na Escola Militar, onde ganhou o apelido. Largou a farda depois de perceber que seu talento era para a música e a boemia.
Fez amizade com Sátiro Bilhar, Catulo da Paixão Cearense e outros músicos, e fez-se cantor, sendo do primeiro time de contratados da Casa Édison.
Seu nome aparecia como K.D.T. nas primeiras gravações, de 1902.
Alguns de seus sucessos foram o lundu “Mulata” (Xisto Bahia/Melo Moraes Filho) e a modinha “Bem-Te-Vi” (M.E.Pestana/M.M.Filho).
Excursionou pelo Norte e Nordeste do Brasil, pela Argentina e pelo Uruguai, e por volta de 1910 abandonou a carreira artística e voltou para o Paraná, onde entrou para o comércio e para a política.
Viajava esporadicamente para o Rio de Janeiro para fazer gravações.
A última foi em 1942 pela Radio Nacional.

Pesquisando na Internet encontrei um site com dados mais completos sobre Cadete e passo a transcreve-los abaixo:

Biografia

Manoel Evêncio da Costa Moreira

Cantor. Violonista. Compositor.

Filho de Antônio da Costa Moreira e Maria Cândida da Costa Moreira. Transferiu-se para o Rio de Janeiro em 1887, matriculando-se na Escola Militar - daí a alcunha de Cadete. Certa vez, o Imperador D. Pedro II, em visita a escola, concedeu-lhe uma medalha por ter sido o único aluno da turma a responder pergunta sobre o valor do grama como medida de peso.

Seu temperamento boêmio e sua vocação artística foram incompatíveis com a vida militar, tendo sido preso algumas vezes por insubordinação, o que o levou finalmente a abandonar a farda.

Em 1906, viajou pelos estados do Maranhão, Ceará, Pará, Acre e Amazonas, onde contraiu beribéri, transferindo-se a conselho médico para o Paraná. Foi então para Tibagi, onde conheceu Maria Antonia Nocêra, a quem imediatamente pediu em casamento. Diante do desejo do pai da futura noiva em obter maiores informações a seu respeito, desistiu do casamento, transferindo-se em 1908 para Campina Alta. Em junho desse mesmo ano, casou-se com Maria Cândida Pinto Camargo, em Campina Alta, cidade onde nasceram seus filhos Alba, Aldo, Adauto, Nair, Arnaldo e Bernadete.

Em 1910, diplomou-se em Farmácia, tendo sido o melhor aluno de sua turma. Em 1930, deixou a cidade de Campina Alta, mudando-se para Reserva onde residiu por dois anos. Em 1932, voltou definitivamente para Tibagi, tornando-se proprietário de uma farmácia. Posteriormente, na ausência de um especialista na área médica na cidade, tornou-se médico local, passando a receitar e tendo sido considerado excelente profissional. Perdeu sua esposa em 1947, contraindo segundas núpcias com Acelina Nocêra, irmã de Maria Antônia Nocêra, com quem estivera para se casar em 1907. Deste casamento nasceu um filho, Aldo da Costa Moreira (1939), afilhado por procuração de Catulo da Paixão Cearense. Por volta de 1950 , adoeceu de disfunção renal e hepática, vindo a falecer em 25 de julho de 1960.



Dados Artisticos

Um dos mais importantes artistas do início do século, foi o primeiro cantor a gravar em cilindros para a casa Edison, introdutora no Brasil da gravação de discos de gramofone. Bom seresteiro, logo travou conhecimento com Satiro Bilhar que, em 1895, o apresentou àquele que se tornaria seu grande amigo e compadre: Catulo da Paixão Cearense. Em pouco tempo, estava integrado ao ambiente musical da época, tornando-se companheiro de Anacleto de Medeiros, Irineu de Almeida, Mário Pinheiro, Eduardo das Neves, Quincas Laranjeiras, Ernesto Nazareth, entre outros. Foi descoberto por Fred Figner, proprietário da Casa Edison, quando procurava um bom cantor popular para gravar os primeiros cilindros comerciais feitos no Brasil.

No primeiro catálogo lançado em 1902, seu nome aparece com a sigla K.D.T., como intérprete de cerca de 65 modinhas e lundus, alguns de grande sucesso, para a etiqueta Zon-O-Phone. Entre as modinhas gravadas por ele nesse ano, todas de autores desconhecidos estão: "Bem-te-vi", "Estrela d'alva", "A mulata", "Morena do Rio" e "Quisera amar-te". Gravou também a cançoneta "O bonde", de sua autoria e a valsa "A princesa do Império chinês".

Em 1912, gravou os lundus "As costureiras", de autor desconhecido e "Na Avenida", de Rabisco, a modinha "Trovas de um coração", de K. Melo e a trova "Pena sutil", de domínio público. No mesmo ano, gravou os lundus "Geografia polêmica", "Tropeiro em viagem" e "Com medo das visões", de sua autoria. Gravou no mesmo período alguns discos com o cantor Bahiano, interpretando entre outras, o desafio "Madapolão e bem-te-vi", de sua autoria. Gravou ainda na Columbia as modinhas "Lírio da campina", "O teu olhar", "Rosa do prado" e "Vamos é minha adorada".

Bom repentista, teve diversos de seus versos satíricos cantados em todo o Brasil. Uma de suas modinhas, "O poeta e a fidalga", em parceria com Manoel Wanderley, fez muito sucesso. Fez também anúncios para a casa Edison. Apesar de sua transferência para o Sul, vinha regularmente ao Rio de Janeiro para fazer gravações. Apresentou-se pela última vez na cidade em 1942, em um programa da Rádio Nacional.



Discografia

A borboleta (1902) Zon-O-Phone 78
• Bem-te-vi (I) (1902) Zon-O-Phone 78
• Bem-te-vi (II) (1902) Zon-O-Phone 78
• Como és esperta (1902) Zon-O-Phone 78
• Despreso (1902) Zon-O-Phone 78
• Estrela d'alva (1902) Zon-O-Phone 78
• Gosto de ti (1902) 10.111
• Jaz linda noite (1902) Zon-O-Phone 78
• Lírio da campina (1902) 10.113
• Meu país (1902) Zon-O-Phone 78
• A mulata (1902) Zon-O-Phone 78
• Nunca amei (1902) Zon-O-Phone 78
• O bonde (1902) Zon-O-Phone 78
• Morena do Rio (1902) Zon-O-Phone 78
• O capoeira (1902) Zon-O-Phone 78
• Escuta (1902) Zon-O-Phone 78
• Leonor (1902) Zon-O-Phone 78
• A primavera (1902) Zon-O-Phone 78
• Perdão (1902) Zon-O-Phone 78
• Pachá Isana (1902) Zon-O-Phone 78
• Quisera amar-te (1902) Zon-O-Phone 78
• Rosa do sertão (1902) Zon-O-Phone 78
• Peste bubônica (1902) Zon-O-Phone 78
• Sobre o mar (1902) Zon-O-Phone 78
• Camponesa morena (1902) 78
• Moreninha tenho medo (1902) 78
• Entrevista no bonde (1902) 78
• Saldanha da Gama (1902) 78
• Pescaria (1902) Zon-O-Phone 78
• Princesa do Império chinês (1902) 78
• Olhos azuis (1902) Zon-O-Phone 78
• Balas (1902) Zon-O-Phone 78
• Costureira (1902) Zon-O-Phone 78
• Vem cá, (1902) Zon-O-Phone 78 morena
• Ave Maria (1902) Zon-O-Phone 78
• Chiquinha (1902) 10.140
• Ciúmes (1902) Zon-O-Phone 78
• Laura (1902) Zon-O-Phone 78
• Em certa rua (1902) Zon-O-Phone 78
• Os dois crioulos (1902) Zon-O-Phone 78
• Quando me falas (1902) Zon-O-Phone 78
• A crioula (1902) Zon-O-Phone 78
• Ave Maria (1902) .Zon-O-Phono 78
• Arminda (1902) .Zon-O-Phono 78
• A tarde (1902) .Zon-O-Phono 78
• Cor morena (1902) .Zon-O-Phono 78
• A borboleta (1902) .Zon-O-Phono 78
• Escuta (1902) .Zon-O-Phono 78
• Estrela d'alva (1902) .Zon-O-Phono 78
• Como és esperta (1902) .Zon-O-Phono 78
• Jaz linda noite (1902) .Zon-O-Phono 78
• Madrugada (1902) .Zon-O-Phono 78
• Morena do Rio (1902) .Zon-O-Phono 78
• A mulata (1902) .Zon-O-Phono 78
• O bonde (1902) .Zon-O-Phono 78
• Princesa do Império chinês (1902) .Zon-O-Phono 78
• Preta Mina (1902) .Zon-O-Phono 78
• Pescaria (1902) .Zon-O-Phono 78
• Leonor (1902) .Zon-O-Phono 78
• Gosto de ti (1902) .Zon-O-Phono 78
• Sobre o mar (1902) .Zon-O-Phono 78
• Camponesa morena (1902) Zon-O-Phone 78
• Moreninha tenho medo (1902) Zon-O-Phone 78
• Entrevista no bonde (1902) Zon-O-Phone 78
• Saldanha da Gama (1902) Zon-O-Phone 78
• Pescaria (1902) Zon-O-Phone 78
• Princesa do Império chinês (1902) Zon-O-Phone 78
• Olhos azuis (1902) Zon-O-Phone 78
• Balas (1902) Zon-O-Phone 78
• Costureira (1902) Zon-O-Phone 78
• Vem cá. Morena (1902) Zon-O-Phone 78
• Ave Maria (1902) Zon-O-Phone 78
• Chiquinha (1902) Zon-O-Phone 78
• Ciúmes (1902) Zon-O-Phone 78
• Laura (1912) Zon-O-Phone 78
• Emcerta rua (1902) Zon-O-Phone 78
• Os dois crioulos (1902) Zon-O-Phone 78
• Quando me falas (1902) Zon-O-Phone 78
• A crioula (1902) Zon-O-Phone 78
• As costureiras (1912) Odeon 78
• Na Avenida (1912) Odeon 78
• Paraná (1912) Odeon 78
• Balada dos olhos (1912) Odeon 78
• Moça feia que namora (1912) Odeon 78
• Serenata (1912) Odeon 78
• Esmeralda (1912) Odeon 78
• Aurora surge brilhante (1912) Odeon 78
• Caiu do céu uma estrela (1912) Odeon 78
• O meu casamento (1912) Odeon 78
• Questão intrincada (1912) Odeon 78
• O vagabundo (1912) Odeon 78
• A barquinha (1912) Odeon 78
• O beijo (1912) Odeon 78
• Por entre as trevas (1912) Odeon 78
• Estrela D'Alva (1912) Odeon 78
• Cantata de um padre (1912) Odeon 78
• Que mais desejas? (1912) Odeon 78
• A mulher é o diabo de saias (1912) Odeon 78
• Sessão no Congresso (1912) Odeon 78
• Cor morena (1912) Odeon 78
• Quando em ti penso saudoso (1912) Odeon 78
• Balas (1912) Odeon 78
• Desafio (1912) Odeon 78
• o bonde (1912) Odeon 78
• no telefone (1912) Odeon 78
• No consultório de um médico (1912) Odeon 78
• Casa branca (1912) Odeon 78
• Mingau bem mexido (1912) Odeon 78
• Discurso asnático (1912) Odeon 78
• Caixeiro e patrão (1912) Odeon 78
• A mulher é um anjo (1912) Odeon 78
• Morreu D. Carlos (1912) Odeon 78
• Gosto de ti (Porque gosto) (1912) Odeon 78
• Vá saindo (1912) Odeon 78
• Este tango (1912) Odeon 78
• Simples desejos (1912) Odeon 78
• Quisera ver-te (1912) Odeon 78
• Vem ver Elisa (1912) Odeon 78
• Trovas (1912) Odeon 78
• Geografia poética (1912) Odeon 78
• tropeiro em viagem (1912) Odeon 78
• Com medo das visões (1912) Odeon 78
• Casamento up-to-date (1912) Odeon 78
• Amor desfeito (1912) Odeon 78
• Menina diz a teu pai (1912) Odeon 78
• Desânimo de um coração (1912) Odeon 78
• Flor santa (1912) Odeon 78
• O orgulho das crioulas (1912) Odeon 78
• Carta de um caipira (1912) Odeon 78
• quem é deus? (1912) Odeon 78
• A República Portuguesa (1912) Odeon 78
• Saudade e sonho (1912) Odeon 78
• Para um coração (1912) Odeon 78
• O vaidoso (1012) Odeon 78
• Visão do luar (1912) Odeon 78
• Coisas da vida (1912) Odeon 78
• Samba matreiro (1912) Odeon 78
• Trovas de um garoto (1912) Odeon 78
• A política (1912) Odeon 78
• Madapolão e bem-te-vi (1912) Odeon 78
• O leque (1912) Odeon 78
• Quem é o diabo? (1912) Odeon 78
• Portugal monarquista (1912) 120034
• Cabala eleitoral (1912) 120035
• Santa Catarina e Paraná (1912) 120036
• Lírio da campina/o teu olhar (1912) Columbia 78
• Rosa do prado/Vamos ó minha adorada (1912) Columbia 78
• Trovas de um coração (1913) Odeon 78
• A pena sutil (1913) Odeon 78


Notícias | Casas com música | Artistas | Tribuna Livre | Artigos e debates | Fotos | Partituras | Compras | Amigos do Samba-Choro | Busca


Contato | Privacidade | Sobre este sítio
©Copyright 1996-2017
Samba & Choro Serviços Interativos LTDA
(Todos os direitos reservados).