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Álvaro do violão tenor

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ÁLVARO DO VIOLÃO TENOR
Por Jorge Carvalho de Mello.


Em 10/08/1923 nascia na cidade de Rio Claro,SP, Álvaro Brochado Hilsdorf. Muito cedo ainda, aflorou sua enorme vocação musical, passando então a dominar vários instrumentos de cordas dedilhadas tais como o banjo; bandolim; violão de seis cordas e o violão tenor. Identificou-se plenamente com este último, que tinha em Garoto (Aníbal Augusto Sardinha) o seu maior expoente. Com o tempo, passou a ser conhecido como Álvaro do violão tenor e de Garoto tornou-se grande amigo, tendo feito com ele um curioso pacto: Àquele que viesse a falecer primeiro seria homenageado pelo outro. Desta forma então surgiu o primeiro álbum de Álvaro, o LP "Homenagem a Garoto" com acompanhamento do Regional do Evandro e lançado pela gravadora Prodígio. Seu segundo álbum, o LP "Choros e Valsas volume 1" da gravadora CID, conta com as participações especiais de Abel Ferreira (Clarinete) e Netinho(Sax alto) e os acompanhamentos ficam por conta do extraordinário Regional do Canhoto que era um verdadeiro ninho de cobras: Dino no 7 cordas, César Farias no 6 cordas, Canhoto no cavaquinho e Jorginho e Celso Silva no ritmo. No terceiro álbum a fórmula é repetida com acréscimos nas participações especiais: Paulo Sérgio Santos (clarinete); Altamiro Carrilho(flauta) e Orlando Silveira(acordeom) intecram o "Choros e valsas volume 2" pela mesma gravadora. No regional do Canhoto, o lendário Meira em lugar de César. Na minha opinião, estes dois álbuns são antológicos! Ainda pela CID sai o seu quarto álbum: "Choros e valsas volume 5" contando com as participações especiais de Carlos Poyares na flauta e Guilherme Vergueiro ao piano e com acompanhamento do regional do Evandro. Seus quinto e sexto álbuns, os primorosos CDs "Serestas com um Violão" e "Vou caminhando", foram lançados pela gravadora Brasidisc.

É importante mencionar que todos estes seis álbuns foram inteiramente dedicados ao violão tenor, representando assim uma extraordinária contribuição ao instrumento tanto em termos de repertório como de interpretação. Podemos dizer sem exagero algum (basta notar a qualidade dos participantes) que estes trabalhos representam uma grande contribuição a música popular brasileira.

De origem norteamericana, onde era conhecido pelo nome de Triolin,este instrumento foi lançado em 1933 no Brasil por Garoto, que batizou-o como Violão Tenor. Com o instrumento já aperfeiçoado pela Del Vecchio (o Tenor dinâmico), Garoto assombrou as platéias norteamericanas quando lá esteve com Carmen Miranda e o Bando da Lua. A partir de então foi crescendo por todo nosso país o interesse por este instrumento surgindo então uma geração de notáveis instrumentistas: Claudionor Cruz, Zé Menezes, Toninho Gomes e Álvaro do violão tenor. Por razões que a própria razão desconhece, este instrumento de uma sonoridade tão peculiar foi relegado ao esquecimento e por algum tempo nem se ouvia falar dele. Felizmente os trabalhos de uma nova geração onde se destacam Pedro Amorim, com seu belíssimo CD "Violão Tenor", e Marco De Pinna com diversas interpretações espalhadas por seus discos e shows, fazem-nos crer que é possível surgir uma nova geração que restaure o status deste instrumento.

Álvaro Brochado Hilsdorf, além de notável instrumentista foi inspirado compositor e também produtor de discos (tendo inclusive produzido um LP do extraordinário Luperce Miranda). Na noite de natal de 1997, logo após a ceia em família, Álvaro nos deixou para sempre...Felizmente sua obra nos acompanhará para sempre e dele sempre se lembrará com muito carinho o seu violão tenor.


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