Agenda do Samba & Choro

Agostinho dos santos

Google
Web samba-choro.com.br
 Página principal » Artistas

Iniciou sua carreira no início dos anos 1950,
como crooner da orquestra de Osmar Milani, na
capital paulista. Nessa época, chegou a
participar de alguns programas de calouros.
Em 1951, por indicação do trompetista José
Luís, foi contratado pela Rádio América de
São Paulo. Anos depois, seria contratado pela
Rádio Nacional paulista. Gravou o primeiro
disco em 1953 pelo selo Star com o samba
"Rasga teu verso", de Sereno e Manoel
Ferreira.

Em 1955, atuou na Rádio América de São Paulo
e depois foi ao Rio de Janeiro para cantar
com Ângela Maria, Sílvia Telles e a Orquestra
Tabajara, na Rádio Mairynk Veiga. No mesmo
ano, assinou contrato com a gravadora Polydor
e lançou a toada "O vendedor de laranjas", de
Albertinho e Heitor Carilo e o fox "A última
vez que vi Paris", de J. Kern com versão de
Haroldo Barbosa. Em 1956, gravou seu primeiro
sucesso: a valsa "Meu benzinho", de Hawe,
Gussin e Caubi de Brito. Por conta dessa
música, recebeu os troféus Roquette Pinto e
Disco de Ouro. Também no mesmo ano, gravou a
primeira composição de sua autoria, o samba
"Vai sofrendo", parceria com Vicente Lobo e
Osvaldo Morige. Nesse mesmo ano, recebeu seu
primeiro Disco de Ouro.

Em 1957, gravou com acompanhamento da
orquestra de Valdomiro Lemke os sambas canção
"Chove lá fora", de Tito Madi e "Maria dos
meus pecados", de Jair Amorim e Valdemar de
Abreu. No mesmo ano, gravou a marcha "Maria
Shangay", do jornalista e colunista social
Ibrahim Sued, Alcyr Pires Vermelho e Mário
Jardim. Também em 1957, lançou pela Polydor o
LP "Uma voz e seus sucessos", trazendo entre
outras, "Desolação", de Othon Russo, "O amor
não tem juízo", de Fernando César e
"Esquecimento", de Fernando César e Nazareno
de Brito. Nesse ano, recebeu seu segundo
Disco de Ouro.

Em 1958, gravou com a orquestra de Valdomiro
Lemke os sambas canção "Por causa de você" e
"Estrada do sol", de Tom Jobim e Dolores
Duran e "Se todos fossem iguais a você", de
Tom Jobim e Vinicius de Moraes. Foi agraciado
no mesmo ano com seu terceiro Disco de Ouro.

No mesmo ano, transferiu-se para a RGE e
lançou a valsa "Meu castigo", de Onildo
Almeida e o samba canção "Doi muito mais a
dor", de Vadico e Edson Borges com
acompanhamento da orquestra RGE dirigida por
Enrico Simonetti. Também no mesmo ano, gravou
os sambas canção "Chega de saudade", de Tom
Jobim e Vinicius de Moraes e "Balada triste",
de Dalton Vogeler e Esdras Silva, com os
quais fez grande sucesso. Lançou também no
mesmo período o LP "Agostinho espetacular",
com obras como: "Um olhar, um sorriso", de
Guerra Peixe, "Tu és a dona de tudo", de
Nazareno de Brito e Alcyr Pires vermelho e
"Forças ocultas", de sua parceria com Antônio
Bruno. Também em 1958, lançou o LP "Antônio
Carlos Jobim e Fernando César na voz de
Agostinho dos Santos", no qual interpretou,
entre outras, "Eu não existo sem você", de
Tom Jobim e Vinicius de Moraes e "Foi a
noite", de Tom Jobim e Newton Mendonça e
"Graças a Deus" e "Segredo", de Fernando
César. Por causa desse elepê, recebeu o
convite de Tom Jobim e Vinícius de Morais
para ser o intérprete da trilha de ambos para
o filme "Orfeu do carnaval", de Marcel Camus,
que lhe rendeu dois grandes sucessos: "Manhã
de carnaval", de Luiz. Bonfá e Vinicius de
Moraes e "A felicidade", de Tom Jobim e
Vinicius de Moraes.

Em 1959, gravou os sambas canção "Canção de
amor" e "Manhã de carnaval", de Luiz Bonfá e
Antonio Maria e "A felicidade", de Tom Jobim
e Vinicius de Moraes, todos com grande
sucesso. Gravou também a "Balada do homem sem
Deus", de sua autoria e Fernando César com
acompanhamento da orquestra RGE regida por
Enrico Simonetti. No mesmo ano, gravou o LP
"O inimitável Agostinho", também pela RGE,
disco que incluía sucessos como "Hino ao
sol", de Tom Jobim e Billy Blanco, "Eu sei
que vou te amar", de Tom Jobim e Vinicius de
Moraes, "Fim de caso", de Dolores Duran e
"Feitio de oração", de Noel rosa e Vadico.
Nesse ainda, recebeu seu quarto Disco de Ouro
consecutivo.

Em 1960, gravou os sambas canção "Cantiga de
quem está só", de Evaldo Gouveia e Jair
Amorim, "Leva-me contigo", de Dolores Dura e
os sambas "Saudade querida", de Tito Madi e
"Chuva para molhar o sol", de sua autoria e
Edson Borges. No mesmo ano, lançou o LP
"Agostinho, sempre agostinho", com "Amor em
paz", de Tom jobim e Vinicius de Moraes,
"Dindi", de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira e
"Na solidão da noite", de Tom Jobim.

No ano seguinte, gravou o samba canção
"Nossos momentos", de Haroldo Barbosa e Luiz
Reis e o samba "Distância é saudade", de sua
autoria. Nesse mesmo ano, a RGE lançou o LP
"Agostinho canta sucessos", que trazia
sucessos da época como "Mulher de trinta", de
Luiz Antônio, "Por quem sonha Ana Maria", de
Juca Chaves, "Serenata suburbana", de Capiba
e "Negue", de Enzo de Almeida Passos e
Adelino Moreira.

Em 1962, gravou o cha cha cha "Eu e tu", da
dupla Jair Amorim e Evaldo Gouveia, o fox
"Suave é a noite", de Webster e Fain, com
versão de Nazareno de Brito e o bolero
"Aqueles olhos verdes", de Menendez e Utrera,
com versão de Braguinha. No mesmo ano,
participou do Festival de Bossa Nova no
Carnegie Hall, em Nova York (EUA), como
cantor, acompanhado pelo conjunto de Oscar
Castro Neves. Também no mesmo ano, saiu o LP
"Presença de Agostinho", com "Nossos
momentos", de Luiz Reis e Haroldo Barbosa,
"Mãos calmas", de Luiz Bonfá e Ronaldo
Bôscoli e "canção para acrodar você", de Tito
Madi.

Em 1963, gravou em dueto com a cantora Rosana
o "Samba em prelúdio", de Vinicius de Moraes
e Baden Powell. No mesmo ano, lançou o LP
"Vanguarda", no qual interpretou várias
composições da dupla Roberto Menescal e
Ronaldo Bôscoli, tais como "Além da
imaginação", "Amor a 120", "Tefefone" e
"Negro".

Fez várias excursões ao exterior, tendo se
apresentado no Chile, Argentina, México,
Itália, Portugal e nos Estados Unidos, onde
cantou ao lado de Johnny Mathis. Na Itália
atuou ao lado da cantora Caterina Valente,
grande sucesso na época. Em 1966, lançou pelo
selo Elenco o LP "Agostinho dos Santos", com
destaque para "O canto de Ossanha", de Baden
Powell e Vinicius de Moraes, "Arrastão", de
Edu Lobo e Vinicius de Moraes, "Favelado", de
Zé Kéti e "Preciso aprender a ser só", de
Paulo Sergio Valle e Marcos Valle.

Em 1967, gravou o elepê "Música nossa", pelo
selo Ritmos/Codil no qual interpretou
"Travessia", de Milton Nascimento e Fernando
Brant, música que ele havia indicado,
juntamente com "Maria minha fé" e "Morro
Velho", ambas também de Milton Nascimento ao
diretor artístico do II FIC, do Rio de
Janeiro, o maestro Elmir Deodato, o que
transformaria no primeiro padrinho artístico
do futuro astro da MPB. Este disco incluía
ainda "Ponteio", de Capinan e Edu Lobo,
"Carolina", de Chico Buarque e "Oferenda", de
Lenita e Luiz Eça e "Sim pelo não", de
Alcivando Luz e Carlos Coquejo, com a
participação especial da então iniciante Beth
Carvalho. Ainda naquele ano, alavancou a
participação de Milton Nascimento no II FIC,
prestigiando o então desconhecido cantor e
compositor em inúmeras entrevistas em que o
considerava a "grande revelação da nova MPB".
Participou, em 1968, do III FIC, da TV Globo
(RJ), ocasião em que interpretou a música
"Visão", de Antonio Adolfo e Tibério Gaspar.

Em 1970, gravou pelo selo London/Odeon o LP
"Agostinho dos Santos", no qual interpretou
"O diamante cor de rosa", de Erasmo Carlos e
Roberto Carlos, "Pra dizer adeus", de Edu
lobo e Torquato neto e "Felicia", de José
Jorge e Ruy Maurity.

Teve rápida passagem pelo rock'n'roll nos
anos 1950, gravando "Até logo, jacaré",
versão de Júlio Nagib para "See you later,
alligator", de Bill Halley & His Comets.
Gravou 25 discos em 78 rpm, pela Star e RGE.
Curiosamente, uma de suas últimas gravações
foi "Avião", de Maurício Einhorn, Durval
Ferreira e Hélio Mateus. Em 1973, a
Continental lançou LP que levou seu nome e
que trazia entre outras, "O amor está no ar",
de sua parceria com Joab Teixeira, além de
antigos sucessos. Em julho de 2008, o jornal
do Brasil publicou reportagem com sua filha
Nancy dos Santos, proprietária do bar
"Ferradura", na cidade paulista de São José
dos Campos que virou um espaço de preservação
da memória do cantor com a exibição de capas
de discos, fotos e documentos sobre sua
carreira. Nancy dos Santos foi parceira do
pai na música "Paz sem cor", que seria
apresentada pelo cantor num festival de
música que seria realizado na Grécia. Ela, no
entanto, não embarcou com o pai que acabaria
vitimado no acidente aéreo no aeroporto de
Orly na França. Além de prestar tributo à
memória do pai, Nancy dos Santos reivindica
que haja um maior reconhecimento sobre a
importância artística e histórica do cantor,
lembrando que ele foi o mais aplaudido
artista no histórico show realizado no
Carnegie Hall em 1962.


Notícias | Casas com música | Artistas | Tribuna Livre | Artigos e debates | Fotos | Partituras | Compras | Amigos do Samba-Choro | Busca


Contato | Privacidade | Sobre este sítio
©Copyright 1996-2017
Samba & Choro Serviços Interativos LTDA
(Todos os direitos reservados).