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Letras de músicas de Jair do Cavaquinho

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Barracão de Zinco
(Jair Costa / José Bispo )

Lará-larará
lararara-larará
Em meu barracão de zinco
depois que ela foi morar
a minha vida se descontrolou
me sacrificando por uma mulher que não me tem amor

Ela só quer viver de grandeza
quanda passa mal não se conforma com a pobreza
desta maneira não sei como hei de me arranjar
Foi esta mulher que desmoronou o meu lar

Mas eu vivo a cantar:
Lará-larará
lararara-larará
Lará-larará
lararara-larará

Jair do Cavaquinho era conhecido apenas como instrumentista (Jacob do Bandolim considerava-o a melhor palhetada do samba), até que resolveu compor. Em seu depoimento para o projeto Puxando Conversa, Jair conta como era a apresentação de sambas no terreiro. Lembra um pouco como é hoje a disputa de samba-enredo. O compositor distribuía as letras para as pastoras (o que nada adiantava, pois a maioria era analfabeta), cantava três vezes sua música sem percussão, depois entrava a batucada e as pastoras cantavam juntas. Elas é que decidiam se a música faria sucesso na quadra ou não. Ao fazer sua primeira composição, Jair quis logo uma música com um laraialará que fizesse as pastoras "levantar a saia sobre a cabeça". Conseguiu. Barracão de Zinco tem um dos mais poderosos laraiás do samba. Fez sucesso nos terreiros das escolas de samba cariocas e Jamelão, cujo nome é José Bispo, gravou a música assinando só com seu nome e fez sucesso. Só depois que seu Jair reclamou é que ganhou "parceria" na música que compôs sozinho.

Pecadora
(Jair do Cavaquinho / Joãozinho)

Vai, pecadora arrependida
Vai tratar da tua vida
Por favor, me deixe em paz
Tu me deste um grande desgosto
Eu não quero ver teu rosto
Palavra de rei não volta atrás
Eu quero um amor perfeito
para aliviar meu peito
que por ti já padeceu demais (ai, demais...)

Agora tens o mundo aos teus pés
a caminhar
Cansei-me de sofrer,
Cansaste de errar
Eu plantei flor, colhi espinho
Mas agora arranjei outra
para me fazer carinho
Vai pecadora!

[repete a primeira parte]

Música gravada por Seu Jair (na época Jair Costa) no disco "Roda de samba" (vol. 1), do Conjunto A Voz do Morro (Musidisc, 1965), do qual Jair do Cavaquinho era integrante, ao lado de Paulinho da Viola, Zé Keti, Elton Medeiros, Anescarzinho, Nelson Sargento e José da Cruz. Seu parceiro, Joãozinho, depois do sucesso deste samba ficou conhecido - e passou a assinar - como Joãozinho da Pecadora. Recentemente foi trilha da novela Celebridade da Rede Globo. Até aparecer o grupo, já era raro os compositores cantarem as próprias músicas, um grupo só de compositores era quase inédito. O disco fez tanto sucesso que mais dois volumes foram lançados.

Vou partir
(Jair do Cavaquinho e Nelson Cavaquinho)

Vou partir
Não sei se voltarei
Tu não me queiras mal
Hoje é carnaval
Partirei para bem longe
Não precisa se preocupar
Só voltarei pra casa
Quando o carnaval acabar, acabar

Eu e as Flores
(Jair do Cavaquinho / Nelson Cavaquinho)

Quando eu passo
Perto das flores
Quase elas dizem assim:
Vai que amanhã enfeitaremos o seu fim

A nossa vida é tão curta
Estamos nesse mundo de passagem
Ó meu grande Deus, nosso criador
A minha vida pertence ao senhor

Jair e Nelson Cavaquinho foram vizinhos muitos anos, moravam na mesma rua. Fizeram várias parcerias nesta época, muitas permanecendo inéditas até hoje.

Doce na feira
(Jair do Cavaquinho / Altair Costa)

Vendendo doce na feira
Eu vi aquela cabocla
/Que há tempos lá na Portela
Andava de boca em boca
Fez sofrer seus companheiros
Com as infiéis conquistas
Tanto fez que tanto fez
Que acabou se apaixonando
Por um volúvel sambista
Assim que eu vi a cabocla
Minha voz emudeceu
Tinha no peito um retrato
O retrato era eu!
(era eu, era eu, era eu!)

Esta música lançada no seu primeiro único disco solo, gravado em 2202, fez sucesso entre as cantoras. Entrou no repertório de Teresa Cristina e foi gravada pela Mônica Salmaso.

Eu te quero
(Jair do Cavaquinho/Colombo)

Eu te quero ainda
Volta ao nosso ninho
Não me acostumo
A viver sozinho
Nosso barracão ficou vazio
Desde quando resolvestes me deixar
A tristeza foi morar comigo
Só por deboche ainda vives a cantar assim
Laialaiá, laialaiá, laialaiá...

Voltei
(Jair do Cavaquinho)

Voltei, voltei
Já chegou quem lhe socorre
Já lhe avisei
Que por falta de amor
Você não morre
Voltei pra matar os desejos seus
Pra não esquecer a quem não me esqueceu
Lhe adoro tanto, criatura
E o nosso amor ainda não morreu

Francamente
(Jair do Cavaquinho / Ari Araújo)

Francamente, eu estou encabulado
Ando triste, preocupado
Sem saber o que fazer do coração
Sei que estou perdidamente apaixonado
Por estes olhos vidrados de amor e de ilusão
Um negro brilho de amor
Num rosto triste, amargurado
Eu deslumbrei quando lhe vi
E me perdi, apaixonado
O teu sorriso juvenil a mim fez enfeitiçado
Não é possível tanto amor me ser negado.

Atraso em meu caminho
(Jair do Cavaquinho / Picolino)

Você foi um atraso em meu caminho
A viver com você, prefiro viver sozinho
Não sinto saudade dos carinhos teus
Sem eles eu vivo bem, graças a Deus
Se vens me pedir perdão eu não vou dar
Vivo bem a minha vida, não quero me atrapalhar

Vai andar!
Eu gostei tanto de você
Muito eu lhe quis, porém não fui feliz
Bem quero lhe dizer
Que me faz mal a tua presença
Vai, vai cumprir tua sentença.

Eu e as rosas
(Jair do Cavaquinho)

As rosas, muitas rosas
Não saem da minha imaginação
É a rosa da saudade
Rosa da esperança, rosa da compreensão
Uma destas rosas
Que mora dentro do meu coração
Rosas, rosas, rosas
Que engalanam o meu jardim
Quem zela por essas rosas
É a rosa que zela por mim

Desgosto profundo
(Jair do Cavaquinho)

Vivo tão sozinho neste mundo
O meu desgosto é profundo
Que nem podem calcular
Ando por aí ao Deus-dará
Não encontro ninguém por mais que eu procure
Que me venha consolar
Sei que todos fogem de mim
Mas me conformo porque o destino é mesmo assim
Não tenho mais prantos para derramar
Por isso eu levo a minha vida a cantar

Esta dor atroz quer sufocar a minha voz
Meu amigo violão inspirou-me esta canção
Para esquecer quem me fez sofrer
Uma grande traição dilacera o coração
Deixa-me cantar para minha dor afogar

Você não soube ser mulher
(Jair do Cavaquinho)

Você não soube ser mulher
Usaste de má fé
Querendo me trair
Por não saber dar valor você padece
Quem lhe faz o bem você esquece
Sofres por querer o mal
A quem não merece
Antes eu vivia a sofrer
E agora quem sofre é você
Não lastime a sorte
Olha o destino como é
Já lhe disse que a vida
Não é como a gente quer

Cabelos Brancos
(Jair do Cavaquinho / Jandyr / Ari Araújo)

Quando os cabelos brancos em silêncio dizem mais
O corpo já não tem aquela mesma agilidade
O rosto já marcado se revela no espelho
Você está mais velho
As mulheres já não têm aquele mesmo interesse
Em seus sonhos só saudades
Alguns velhos endereços
Outros tantos esquecidos
É a vida que anoitece
Você está mais velho

Soltaram minha boiada
(Jair do Cavaquinho / Altair Costa)

Soltaram minha boiada
Campeiro, de madrugada você vai procurar
Se não encontrar nenhum
Que conta você vai dar?
Não vou lhe mandar prender
Mas tens que me pagar
Dinheiro você não tem
És pobre, trabalhador
Se não tem com o que pagar
Pra quê que procurou?

Roda de samba
(Jair do Cavaquinho / Clebinho)

Em roda de samba, meu bem
Eu sempre fui amarrado
Ouço bons versos no samba rasgado
Me proporcionam alegria sem fim
Se entro no samba esqueço da vida
Se vão meus deveres no meio de bambas
Eu sinto prazer e esqueço os problemas
Que afligem a mim
Do samba eu não deixo
Nem que me dê ouro ou muito dinheiro
Pois eu vivo assim de janeiro a janeiro
Assim vou morrer, Deus permita que sim
Pois tenho certeza que fazendo assim
Muita gente censura
Mas não sabem eles
Oh! Quanta doçura
Que existe no samba em fazer feliz

Adeus palhaço
(Jair do Cavaquinho / Altair Costa)

Você viu Colombina?
Sumiu! Sumiu!
Já publiquei no jornal
Pra saber seu paradeiro
Ninguém viu!
Não sei qual a razão
Porque Colombina me traiu
Tenho a procurado como um louco
Meu Deus, o que foi que aconteceu?
Os meus sofrimentos não são poucos
Por que Colombina levou o que era meu
Ainda me deixou um bilhetinho:
Adeus palhaço, vou embora com o Pierrô

Acorda, negro velho
(Jair do Cavaquinho / Altair Costa)

Acorda, negro velho
(Acorda, negro velho)
Tanto tempo que passou
E ninguém lembrou de você
Só eu

Negro velho na fazenda
Na lavoura trabalhando
Quando chegou o cativo
Teu senhor tá te chamando
Lá vai negro velho
(Lá vai negro velho)

O castigo do negro era triste
O castigo do negro era triste
Era de doer o coração (coração)
Enquanto gemia no tronco
Enquanto gemia no tronco
Os outros joealhavam no chão (sobre o chão)
Imploravam o seu perdão
Santo Deus tenha dele dó, compaixão
Ê, ê, ê, ê, ê
Ê, ê, ê, ê, á
E a voz da Princesa
No espaço ecoava
Enquanto os negros cantavam assim

Salve a liberdade, ah
Salve a liberdade,
Povo dessa cidade
Salve a liberdade, ah


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